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O que faz uma peça despertar uma lembrança?

14 de out.
2 min de leitura

Fonte: Grupo Suffa


Há móveis que lembramos pela aparência. Outros nos fazem lembrar de alguma coisa que vivemos, mesmo quando não conseguimos dizer exatamente o quê. Pode ser uma curva familiar, o toque da madeira ou um detalhe que remete a um objeto da casa de alguém.


Essa associação nem sempre foi planejada por quem escolheu a peça, ela acontece porque levamos nossas experiências para dentro de casa.

Ao olhar um móvel, vemos seu desenho, mas também reconhecemos formas, materiais e gestos que fizeram parte da nossa história.


Uma referência pode ganhar outra forma


Na coleção Saudade, essa relação com a memória aparece como ponto de partida para o desenho, a linha Gude, por exemplo, toma o nome de uma brincadeira que marcou a infância de muita gente.


A referência não precisa virar uma reprodução literal da bolinha de gude para estar presente, ela reaparece nas formas arredondadas e na vontade de tocar e observar os detalhes.

Há também um olhar para os móveis antigos, com seus torneados, sua presença e o trabalho que ficava visível na matéria. Na linha Gude, essas referências encontram uma linguagem contemporânea.


A madeira escura, o vidro texturizado e, em algumas peças, o mármore criam encontros que têm algo de familiar, mas pertencem à casa de hoje.

Quem nunca brincou de gude pode se interessar pelas peças do mesmo jeito.

Uma boa referência abre possibilidades, alguém reconhece nela uma lembrança de infância, outra pessoa se aproxima pela forma, pelo material ou pelo lugar que aquele móvel pode ocupar em sua casa.


A lembrança também se constrói depois


Existe ainda a memória que uma peça não traz pronta. Uma mesa de centro pode se tornar o lugar onde a família se reúne aos domingos. Uma cadeira passa a ser a escolhida para ler perto da janela.


Com o uso, esses momentos vão se ligando ao móvel.

É por isso que uma peça pode ganhar significado de duas maneiras: pelo que seu desenho nos faz recordar e pelas histórias que passamos a viver ao redor dela.


O tempo acrescenta algo que não está no projeto nem na fotografia.


A coleção Saudade nasce de referências afetivas, mas não pede que todos sintam a mesma saudade. Cada pessoa chega com suas próprias lembranças e, quando uma peça encontra lugar na vida de alguém, começa também a fazer parte das próximas.


Suffa, o que é feito para durar, permanece.





 
 
 

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